sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Relatório Lugano



Escrever um comentário sobre um livro tão complexo e completo tal como o Relatório Lugano de Susan George é tarefa árdua, de difícil labor, mas que traz em si a satisfação de trabalhar sobre um texto tão belo e ao mesmo tempo apocalíptico.

O Relatório Lugano de Susan nos traz uma questão bastante importante: a manutenção do capitalismo no século XXI. No mundo atual, as crises financeiras, conflitos bélicos, desastres ambientais, fome e pobreza devastadora colocam em xeque o modelo de economia capitalista que, por sinal, é um dos principais responsáveis por essas mazelas que afligem a sociedade.

É tendo em vista esse tema, que Susan cria em seu livro uma situação fictícia onde um grupo de intelectuais - contratados por aqueles que detêm o poder econômico – instalam-se em Lugano – cidade na Suíça – com uma missão simples e clara: identificar a causa do problema e propor a solução para o mesmo. E os “intelectuais” em Lugano cumprem bem o seu papel.

O problema que ameaça o sistema capitalista, segundo o grupo, é a imensidão de seres supérfluos, um excedente populacional improdutivo que vive à margem do sistema. O capitalismo não é uma equação matemática perfeita, ele produziu ao longo de todos esses anos de domínio - que contam desde o seu tímido surgimento na Europa da ilustração até a era globalizada - essa taxa de seres classificados como excedentes.

O liberalismo é numa perspectiva formal, altamente democrático. A concorrência é livre e todos podem participar. Existe também a triste ilusão de que a falha se encontra na má administração dos governos etc., e não no modelo capitalista onde com esforço e trabalho árduo, os indivíduos chegarão a ter o seu “lugar ao sol”. Devido a esse caráter livre o capitalismo se transformou num neoleviatã. O homem nunca deixou de ser o lobo do homem, a diferença é que agora ele está um pouquinho mais “civilizado”.

Na busca incessante pelo lucro individual, o homem subjugou outros homens transformando-os em uma extensão de máquinas e em força de trabalho potencializada para a geração de lucro. Ao redor dessa necessidade foram-se criando diversas instituições e cada vez mais uma interdependência na divisão social do trabalho. Os paises detentores desse poder buscaram o seu desenvolvimento, exploraram outros e prosperaram. Enquanto que os explorados precisavam se adaptar para entrar num regime que os explorava. Mas essa história de metrópole versus colônia já é conhecida por todos.

A grande sacada é que essa exploração formou nações, estados, mas estados de perdedores, serviçais, de pobres. Para o capitalista o pobre é um perdedor e perdedores não podem ser tolerados, eles são um fardo. E é assim que se forma o excedente populacional que vai ser combatido para a manutenção do capitalismo no século XXI. Tal excedente era apenas uma questão de tempo... Faltava apenas uma queda na taxa de mortalidade. Agora o mundo está infestado de supérfluos e se medidas não forem tomadas esse número continuará crescendo até um estágio insustentável. O que fazer então?

A solução proposta pelos “intelectuais” do relatório segue uma lógica cruel: se o problema é o excesso vamos acabar com esse excesso e evitar que ele ocorra novamente. Surge então as ERPs - Estratégias de Redução Populacional – que são medidas para se reduzir a população.

No entanto, para o sucesso dessas medidas é necessário que elas sejam aplicadas de forma que os indivíduos não percebam quem é o real inimigo e o porquê que estão sendo dizimados. Surge então o rol de possibilidades que podem efetivar esse objetivo: incentivo a revoltas e conflitos, desestabilização de governos, promoção de doenças tudo de forma tão camuflada que as vítimas acreditariam que foram atingidas pelo simples acaso, pelo inevitável. Mas apenas isso não é o suficiente. É preciso também planejamento familiar para que a população não volte a crescer de forma desordenada produzindo novos supérfluos. Essa é a lógica do relatório: identificar, destruir e manter o status quo almejado. Há outra alternativa?

Sim, mas apenas se estivermos dispostos a mudar. Mas uma mudança de grandes proporções, que reflita nas superestruturas controladas pela infraestrutura capitalista. Mudança de medidas radicais que mudem essa lógica neoliberal cruel. O mundo está sangrando e o fluxo de sangue aumenta cada vez mais que as disparidades sociais, de acesso a saúde, educação, cultura e tecnologia vão se alastrando cada vez mais. Devemos estar atentos, pois se a postura atual continuar só teremos duas opções: ou seremos as vítimas ou... estaremos do outro lado.
P.S: O Relatório Lugano é leitura obrigatória!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Espíritos livres no Teatro dos Sonhos

A liberdade é algo extremamente precioso ao ser humano. Alguns preferem a morte do que viver enclausurados, seja dentro de quatro paredes ou dentro de si mesmo. No entanto, o que as pessoas não percebem é que desde cedo sua liberdade é tolhida, é "desenhada"... talvez - e é provável que este seja o termo mais apropriado -, a liberdade é "programada".

Desde criança, o ser humano é iniciado numa rede de situações que vão delimitando seu espaço de escolhas, e essa rede vai se ramificando à medida em que ele cresce e cada vez mais vai sendo capturado por aquilo que Foucault denominou de "instituições de sequestro".

Ao nascer, a criança já se torna alvo de expectativas. Independente do sexo, já comentam: "Esse menino(a) vai ser um(a) doutor(a)!" E vem um rol de profissões para aquele ser pequenino que nem conseguiu assimilar o mundo direito. E é nesse momento que começa a formação do "papel" que aquele novo indivíduo vai exercer no mundo, e as instituições de sequestro começam a atuar.

As instituições de sequestro numa definição bem genérica e pobre - pois é um assuto bastante extenso e complexo para definirmos de forma plena em poucas linhas - são aquelas destinadas à formação e potencialização de corpos dóceis. A primeira instituição de sequestro que o indíviduo é empurrado e a que vamos tratar neste texto, é a escola. Não estou querendo desmerecê-la, muito menos negar a sua importância na sociedade que vivemos; mas qual o papel da escola? "A escola tem o papel de educar" responderia alguém num primeiro momento. Mas quantas vezes já ouvimos nossos professores dizerem que : "Educação se dá em casa, é papel de pai e mãe", ou até mesmo o já batido e determinista: "Educação vem de berço". Então, se educar a criança é papel da família, qual seria o papel da escola?

A escola tem como função modelar o indíviduo, potencializá-lo. Ela deposita nele, gradativamente, conhecimentos que vão torná-lo apto a exercer o seu "papel social" no mundo. Além desses conhecimentos, existe também, impregnado nessa instituição, regras de hierarquia, divisão e controle. Tudo está meticulosamente programado: horário das aulas, horário do "recreio", provas... Não é de se espantar a semelhança no que diz respeito a estrutura da "produção escolar" com a produção de uma fábrica. Afinal, o ser humano nunca nasceu como"sujeito", mas sim "objeto". Mas o grande mérito está no "conhecimento" que é depositado nos indivíduos... esse é o grande detalhe.

Mais da metade do que aprendi na escola só serviu, em termos de prática, para passar pelos estágios criados pela própria escola. Tanto é que devido a falta de uso deles, já esqueci da maioria. Não lembro mais nada daquelas funções matemáticas, cálculos geométricos, termodinâmica, tabela periódica, Mendel e suas ervilhas... Enfim, hoje já não servem de nada para mim, mas me empurraram isso sem pedir minha autorização. O detalhe do conhecimento escolar é que ele é extremamente técnico, serve apenas para municiar o indivíduo de ferramentas que o possibilitem escolher uma utilidade social para, não sejamos ingênuos, ganhar dinheiro.

Por isso que matérias como filosofia, sociologia, artes, música (o que não é aprender a tocar um instrumento, é saber a história, estilos), são tão desconsideradas nas escolas e quando consideradas, isso é feito de maneira tão desvirtuada que cria uma antipatia ou menosprezo dessas matérias e ninguém as leva a sério.

Dessa forma, fica claro que em regra, o ser humano não é sujeito de conhecimento, mas na verdade objeto, pois está preso a instituições (escola, trabalho, igreja...) que trabalham sobre ele. E é aí que está a questão da liberdade. Somos realmente livres? Será que pelo fato de termos escolhas, isso significa que temos liberdade?

Não tenho capacidade de responder a esta pergunta e tão pouco estou preocupado com isso. Mas acredito que o segredo é deixar de ser objeto e se tornar sujeito. É pensar, questionar, fazer diferente ou pelo menos deixar de ser ingênuo. Claro que para nossa sobrevivência e prazer é necessário trabalhar, estudar, se submeter a ser "objeto", afinal, isso faz parte de uma estrutura que não está mais nos controles humanos; mas ficar preso apenas a essa perspectiva, preocupado numa corrida ao tesouro que é idealizado como uma bela carreira profissional (e bela significa ganhar muito dinheiro) e uma boa familía - que tanto para homens e mulheres é ter segurança financeira e um companheiro que tenha "mil e uma utilidades" -, é total perda de tempo. Quando desprendido desses "sonhos enlatados", o ser humano se torna um espiríto livre, mesmo que apenas em seus sonhos, dando um sentido maior àquilo que ele tem de mais valioso: a oportunidade de viver.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acorde-me quando Maio terminar...

Perdas... a vida é cheia de perdas. Perdemos, ganhamos, mudamos... tudo de forma tão frequente que as vezes esses momentos passam de forma despercebida. No entanto há as perdas impactantes que nos machucam e nos fazem sofrer.
Hoje estou triste... perdi alguém especial, um amigo querido que vai deixar saudades não apenas dos momentos que tivemos em nossa grande parceria, mas também pelas coisas que poderiamos fazer no futuro. E escrevo esse texto, não como um desabafo - as lágrimas derramadas hoje já foram o suficiente -, mas como forma de homenagear um irmão do peito.
Paulino se tornou um amigo como todos os outros se tornam: a amizade começa de mansinho, a convivência aumenta e quando nos damos conta, fizemos um nova amizade. Por isso, não existe um momento exato em que ele se tornou meu amigo, mas lembro que o conheci quando estava na sétima série no colégio Centro Cultural da Central, através de seu irmão Peterson. Na época, Peterson - que até hoje é um grade amigo - estava muito mais próximo em relação à amizade. Éramos da mesma sala, ouviamos as mesmas músicas e tinhamos a visão rebelde e diferenciada dos "adolescentes revolucionários".
Contudo, a minha amizade com Paulino cresceu quando passamos a estudar juntos no Duque de Caxias e montamos uma banda. A banda era composta por mim (vocal), Peterson (guitarra solo), Paulino (guitarra ritmo) e Lula (bateria). Alguns amigos chegaram a presenciar uns ensaios e foi um momento mágico na minha vida, porque simultâneo a isso tudo, outras coisas estavam rolando naquela temporada 2003/2004...
No ano de 2004 precisamene, eu e Paulino continumos a estudar juntos no Duque e passamos a compor. Era perfeito... no intervalo da aula eu passava o início de uma letra de música para ele e quando a aula terminava, Paul já tinha o fim da letra... parecia que ele estava na minha cabeça e entendia perfeitamente o que eu queria expressar. Também ocorria o contrário e isso demonstrava a nossa alta afinidade musical. Inflizmente, pelo momento, nós só conseguimos "musicar" uma letra, que por sinal, ficou bem legal!
Mas Paul não era apenas um bom músico, era uma excelente pessoa. Jovem, tranquilo, sereno, amigo... Desenhava de forma brilhante, era um artista... Ele me permtiu compartilhar com ele os meus sonhos de montar uma banda de rock e fazer sucesso... E a gente sonhava, projetava... E se isso se concretizasse, Paulino estaria do meu lado tocando sua guitarra como ocorre nas grandes parcerias que duram décadas.
Mas o destino não quis assim. Primeiro a banda se desfez... Fomos ficando mais velhos e as "responsabilidades" aumentando... tentamos ainda conduzir o barco, mas nada. Estavámos estagnados. Eu também mudei o meu objetivo que hoje é o de ser escritor (na verdade, e eu vou deixar a modéstia um pouco de lado agora, eu já sou se contarmos o livro que acabei de escrever, mas ainda não foi publicado), mas nunca quis deixar de tocar, não com o objetivo de me profissionalizar, mas como diversão mesmo.
Eu e Paulino sentiamos essa necessidade... e nesse ano pretendiamos voltar a tocar. Nos reunimos algumas vezes para discutirmos o que tocar, como tocar, os passos que gostariamos de ir dando gradativamente... Na última reunião - isso há uns dois meses - levei umas músicas pra ele ouvir e como poderiamos explorá-las. Mantivemos o contato via net e assim as coisas iam...
Mas nessa manhã as coisas mudaram definitivamente... Soube hoje, 13 de Maio de 2009, que Paulino faleceu ontem vítima de Meningite tipo C.
Foi um choque terrível... não esperava isso nunca, meu amigo de apenas 22 anos se foi de forma fulgás e não tive oportunidade de dizer adeus.
Minha vontade hoje é de dormir e acordar no outro mês, como se nada disso tivesse acontecido e que Paul tivesse ido fazer uma viagem pra longe, sem data de retorno... mas, infelizmente, não é assim. Engraçado que ontem eu estava tão triste, meio frustrado... até parece que algo dentro de mim já sabia.
Enfim, apesar de Paulino já ter atravessado o túnel da vida, na minha vida ele estará até o fim... no meu coração e nas minhas lembranças. Foi muito bom ter sido parte de um capítulo da sua vida meu caro. Que Deus lhe abençõe e guie seu caminho por onde quer que esteja.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ele conseguiu...

Saiu hoje a lista dos indicados ao Oscar 2009. Esse ano, pelo menos pra mim e acredito que também pra muitos que se emocionaram com a fantástica atuação de Heath Ledger como o Coringa da nova série de Batman, dirigida por Cristopher Nolan e com nomes de peso no elenco como Michael Cane, Gary Oldman, Morgan Freeman, além é claro, de Cristian Bale na pele do homem-morcego; o Oscar tem um sabor especial. Não tão especial se Ledger estivesse vivo, mas de qualquer forma, é gratificante.
Com uma atuação brilhante, Heath Ledger encantou o mundo. Seu trabalho em Batman - O cavaleiro das trevas é um marco no cinema no quesito interpretação tal como o Vito Corleone de Marlon Brando. O que não é surpresa para aqueles que acompanharam de perto o ator no início de sua carreira.
Desde cedo Ledger demonstrou talento ao atuar em bons filmes como O Patriota - ao lado de Mel Gibson -, e Coração de Cavaleiro, filme em que desponta como o astro principal e que o projeta como galã.
No entanto, seguindo a linha de atores como Johnny Depp e Keanu Reeves, Ledger dispensa o rótulo de galã e se dedica cada vez mais a trabalhos que possam explorar o seu talento como ator. É quando surge o papel que muda sua carreira definitivamente: o cowboy gay de O Segredo de Brockeback Mountain. Ao lado de Jake Gyllenhaal - que por sinal é padrinho da sua filha com a atriz Michelle Williams com quem também contracenou em Brockeback Mountain -, o ator tem uma atuação brilhante, chegando mesmo a ser indicado ao Oscar de melhor ator. Porém o reconhecimento por parte da Academia não veio e Ledger não levou a estatueta.
Agora ele tem uma nova oportunidade. A fé dos fãs - inclusive a minha - é renovada e esperamos que Ledger possa levar a estatueta de melhor ator coadjuvante - apesar de que pra mim deveria ser principal!
Enfim, para terminar, só gostaria de lembrar que hoje faz 1 ano de seu falecimento e é bem engraçado que o dia em que a Academia anuncia os indicados ao prêmio seja o aniversário de falecimento do ator. Heath Ledger deixou saudade não apenas por aquilo que fez nas telas, mas também por tudo aquilo que ainda poderia fazer...

"K.t.f"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O salvador da pátria!

Barack Obama é o homem do momento. Poucos presidentes na história dos EUA tiveram essa badalação digna de astros do rock. No entanto, enganam-se aqueles que vêem no habilidoso político uma solução para o declínio norte-americano. Apesar de trazer uma nova perspectiva para a política do seu país, Barack pouco poderá fazer para manter os EUA no topo do mundo, como esperam muitos americanos.
Tivemos Atenas, depois Roma, França, Inglaterra e agora chegou a vez dos Estados Unidos da América experimentarem o gostinho do declínio e dar lugar a outro Estado que passe a dar as cartas na política e economia mundiais. Isto é um ciclo fadado a todos que detém o poder - não aquele ciclo malthusiano carregado por um determinismo social, mas um ciclo provocado devido a nossa maneira natural de governar: o uso da força.
Podemos dar o crédito a nossa perspectiva de "gorvernar" ao brilhante Nicolau Maquiavel, considerado pela maioria o primeiro cientista político da história. Em sua obra capital, O Príncipe, ele traça medidas estratégicas para que Lorenzo de Médici possa unificar a Itália e estabelece-la sobre seu domínio. Traça Maquiavel aquilo que entendemos como líder, como governante: aquele que manda, que decide, que tem sob si o poder de dirigir outros.
Foi - nos conservada essa perspectiva de liderança, que se instalou intrisecamente nos Estados que surgiam na época e deu fôlego ao absolutismo. Tratar sobre esse assunto seria por demasiado extenso, longo, onde passsariamos por quase três séculos até a ascensão da burguesia-liberal com quem surge o sufrágio. Se entrarmos no mérito deste assunto não poderiamos descartar da discussão nomes como Hobbes, Rousseau, Morus, Montesquieu, Marx e até mesmo Kant... Por isso paremos por aqui.
No entanto essa idéia de dominação que teve sua gênese em Maquiavel se torna elemento constitutivo do Estado. E nesse ponto seria um crime brutal se não falarmos de Max Weber. Segundo Weber o conceito de Estado repousa na institucionalização da violência. Citando Trostky de forma literal ele nos diz que "Todo Estado se fundamenta na força". Weber coloca que todas as formações políticas são formações de força, no entanto ele vai um pouco mais além e nos diz que a violência não é o instrumento normal e único do Estado, mas vai ser aquele mais específico. Por fim, nos dá o sociológo seu conceito de Estado, sintetizado por Paulo Bonavides em sua célebre Ciência Política: "comunidade humana que, dentro de um determinado território, reinvidica para si, de maneira bem-sucedida, o monopólio da violência física legítima."
Foi com essa visão de liderança que todos os Estados modernos constituiram suas formas de governar e até mesmo de se expandir. E é por agir de tal forma que eles são e serão sempre passageiros. Enquanto o conceito de liderança pairá num individualismo de uma nação que quer se sobrepor sobre as outras, o mundo passará por ciclos de comando das mais variadas nações. Os EUA obedecendo a essa perspectiva de liderança, expandiu seus tentáculos pelo mundo e parou numa força chamada Oriente Médio. E é essa força que vem fazendo o trem bala chamado Tio Sam diminuir cada vez mais sua velocidade, tudo isso por que?
Porque os EUA ao assumir o posto de liderança do mundo fez como a Inglaterra, a França e tentou submeter outros a seus comandos.
E é nesse ponto que voltamos a Barack Obama. Uma de suas primeiras medidas vai ser retirar as tropas americanas do Oreinte Médio, no entanto, o estrago já foi feito, e o máximo que o carismático Barack pode fazer é tentar limpar um pouco a sangrenta história americana e fazer seu país sair de cena com um pouco mais de dignidade do que seu ex-presidente Bush.
Mas é claro que isso não acontecerá da noite para o dia. Não há como prever o tempo que ocorrerá a queda, mas já percebemos que ela será inevitável.
Impressionate é lembramos que fazem 50 anos que ocorreu a Revolução Cubana, e que mesmo após longos anos de embargo econômico, Cuba sendo o país pobre que é, consegue manter a igualdade entre o povo, o segundo índice mais baixo de mortalidade das Américas junto ao Canadá, altos niveis de cultura e educação no país.
Cuba é uma prova de coragem, vontade e fé, que nos traz um pouco de esperança... Apesar de suas controvérsias, sacríficios e dificuldades.
Resta a Barack desejar-lhe boa sorte e torcer para que ele possa dar um pouco de brio a história americana.

"K.t.f"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

E a faixa foi cortada...

Anarquia! Revolução!
Putz... parece que o mundo hoje perdeu o tesão de protestar e vem aceitando tudo o que lhe é empurrado com a barriga. No entanto caro leitor, esse blog não foi feito para contestar o sistema e muito menos ainda, seu autor - este que vos escreve - tem a intenção de ser "politicamente correto".
Esse espaço está destinado para crônicas, reflexões, críticas, histórias, jazz, cinema, whiskey, rock and roll ou qualquer besteirol que me dê vontade de escrever. Àqueles que queiram usar esse espaço como forma de expressar alguma idéia ou uma opinião sobre determinado assunto, entre em contato.
Semanalmente me esfoçarei para colocar um texto, frase, imagem ou símbolo que queira pelo menos passar alguma mensagem.
Bom, acho que essas palavras tesouradas já foram o suficiente para rasgar o pano em dois e partir a faixa ao meio...

"K.t.f"